Tive
um professor de música que usava saia e que era muito forte a bater as palmas e a bater nas faces dos seus alunos. Quando cantava e nos
fazia cantar, punha-se em bicos de pés e as suas mãos desenhavam
vigorosos compassos! Quando batia com a régua (Sta Luzia), usava o
compasso binário; quando dava bofetadas, acho que usava o ternário!
Havia notas no ar mas não havia nenhum dó! Era uma figura castiça, de quem já não lembro o nome. Lembro-me sim que, graças
a ele, acabei por nunca entender a razão de uma breve ser tão longa
e as fusas e semifusas serem tão breves!

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