terça-feira, 28 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Histórias resumidas
Uma
fuga da escola, leva meaulnes a cair num lugar fantástico onde
encontra uma linda rapariga por quem se apaixona: Ivone Galais, assim
se chamava. Nesse lugar preparava-se uma boda de casamento do irmão
dessa rapariga com uma outra que com ele havia de chegar ao lugar.
Esse irmão de Ivone chamava-se Frantz. Entretanto, este acabou por
regressar só, porque a rapariga com quem ia casar, Valentina,
desistiu à última hora, não tendo sequer comparecido ao encontro
conforme combinado. Ficaram, portanto, sem efeito , as grandes
celebrações que estavam preparadas e os convidados foram saindo aos
poucos do lugar. Meaulnes, que não tinha sido convidado por ninguém
que havia comido e dormido como um convidado qualquer e, antes que o
denunciassem, aproveitou uma boleia e regressou a casa para
continuar os estudos, levando, contudo, Ivone no coração. Frantz,
arruinado psicologicamente, abandonou também o lugar, sem ao menos
se despedir dos familiares. Pelo que se apurou depois, juntou-se a um
bando de saltimbancos que davam espetáculos em diversos lugares.
Frantz e Meaulnes não se conheciam. Cruzaram-se uma época na mesma
escola e tornaram-se amigos. Frantz sempre com Valentina no
pensamento e Meaulnes ansioso por voltar a encontrar-se com Ivone
Galais. Entretanto, passara-se muito tempo e quando Meaulnes voltou
ao lugar já não encontrou Ivone. Soube que se tinha mudado e que
costumava ir passar férias a Paris. Tendo rumado a Paris, encontrou
a casa onde Ivone costumava habitar mas esta não dava sinais de
vida. Travou conhecimento com uma certa rapariga que deambulava por
Paris e passou a conviver com ela. Depois de várias idas a Paris
acabou por desesperar de encontrar a sua amada e voltou para a sua
localidade. Antes de conhecer Frantz, Meaulnes tinha como seu maior
amigo Francisco Seurel. Foi este que, enquanto Meaulnes andava por
Paris que, através de uns tios, descobriu o paradeiro de Ivone.
Então levou o amigo até ela. Começou para Meaulnes e Ivone um
curto período de felicidade: casaram. Pouco depois, porém, Meaulnes
que, nos contactos com Valentina se tinha apercebido que ela era a
tal noiva que tinha feito do seu amigo Frantz, o jovem mais infeliz
deste mundo, disse a Ivone que tinha de fazer uma viagem, uma viagem
cujo objetivo a ninguém revelou. Eram os remorsos que o levavam por
sentir que era feliz e que um seu amigo era infeliz e estava à beira
do suicídio. Tendo ouvido dizer que o grupo de Frantz caminhava
pelas estradas da Alemanha para aí se encaminhou e demorou demasiado
tempo. Acabou por encontrar Frantz e ir com ele ao encontro de
Valentina em Paris. Os três voltaram com ele para aquele lugar onde
um dia foi parar por casualidade , após uma dolorosa aventura.
Agora, porém, tudo estava diferente: Ivone tinha morrido, depois de
dar à luz uma menina. O pai de Ivone e Frantz também. Só uma filha
de meses o aguardava e o seu velho amigo Seurel. Tudo ia começar de
novo. (Sinopse da obra de Alain-Fournier "o grande meaulnes")
sábado, 28 de março de 2015
Boa casta
Hoje,
ouvi na rádio o seguinte diálogo:
(As
palavras como estão são minhas mas a essência é dos dialogantes,
sobretudo essa pérola do “tênhamos”!
- Empresário: A casta trincadeira preta faz com que tênhamos esta maravilha!
- Entrevistador: e a poda? É difícil, não?
- Empresário: a poda é uma arte. Sabia que as primeiras podas foram feitas por burros?
- Entrevistador: ai é?
- Empresário: pois. Antigamente alguns agricultores usavam os burros para puxar as charruas na preparação da terra e, enquanto faziam o trabalho, os animais iam comendo as pontas das videiras. Conclusão: a produção destes agricultores era muito maior! A partir daí todos começaram a podar, não com a boca dos burros mas sim com as tesouras.
- Entrevistador: deduz-se então que, além de ser uma arte, qualquer burro pode ser podador!!!
quarta-feira, 25 de março de 2015
Lavadeiras
Estes
tanques situados por detrás da fonte da Moita, foram as grandes
máquinas de lavar dos anos 50 e, pelos vistos, ainda há quem
as utilize. Prova-o esta foto tirada hoje, 25 de Março de 2015!
Senti vontade de os ver e recordar aquele tempo. Hoje é um espaço
reduzido e encurralado entre vários edifícios mas, outrora, à sua
volta, existiam areal e canteiros de jardim. Era sobre esses canteiros
que as lavadeiras estendiam as roupas para as secar e corar ao sol. Para
uma criança, o recinto era um espaço enorme e como todos os tanques
estavam sempre ocupados, a algazarra das mulheres era indescritível,
ou, se o quisermos descrever, talvez possamos dizer que não diferia
muito do que é hoje, por exemplo, o mercado da ribeira. Mas, como
era espinhoso aquele trabalho das lavadeiras!... ensaboar a roupa,
batê-la na pedra, torcê-la, enxaguá-la, voltar a torcer! Enquanto
isso, os filhos brincavam num areal que havia ao lado, mas sempre
vigiados. Terminado o trabalho, punham uma rodilha sobre a cabeça e
sobre a rodilha o alguidar de barro cheio de roupa. A filharada
atrás, corria e saltava como passaritos, inconscientes das agruras
da vida de uma mãe!
sexta-feira, 20 de março de 2015
Alhos e bugalhos
Quando
calcorreamos os carreiros das poucas áreas de mato virgem que ainda
vão sobrevivendo, deparamos por vezes com estas “moradias” de
vespas a que damos o nome de bugalhos. Deles se recordam os mais
idosos que os usavam quando crianças para jogar ao berlinde, antes
de aparecerem os de vidro multicoloridos. As vespas depositam os seus
ovos nos ramos de certas árvores da família do carvalho, sobreiro e
azinheira e sobre eles se formam esses esféricos casulos em cujo
interior ocorrerão as diversas metamorfoses da vespa, até se
transformar num inseto adulto.
Vão-se encontrando também, ainda, as urzes, a carqueja, os medronhos, os murtinhos e muitos cogumelos. Quanto a estes, cuidado, nunca confundir alhos com bugalhos!!!
sexta-feira, 13 de março de 2015
Rico
Jesus
disse até com graça
para
quem o quis ouvir:
É
mais fácil um camelo
por
uma agulha passar
do
que a rico a gente vê-lo
no
reino de Deus entrar!
Mas
ser rico não tem mal
tem
mal é o preconceito
que
se vê naquele jeito
de
olhar um desigual!
segunda-feira, 9 de março de 2015
Onde já vi isto?
Reza
a história que, em 1939, era Frank o Governador geral da Polónia,
recebeu este de Hitler, uma carta com os seguintes lindos disparates:
“Os
polacos nasceram para executar trabalhos grosseiros. Não se trata de
melhorar a sua sorte. É indispensável manter um nível de vida
muito baixo na Polónia e impedir que se eleve. Os polacos são
preguiçosos e é preciso empregar a violência para os fazer
trabalhar!”
Depois
disto, o sr Frank dirige-se aos exércitos alemães na Polónia:
“A
única maneira de administrar a Polónia consistirá em explorar o
mais possível este país, tomando-lhe todos os produtos alimentares,
as matérias-primas, as máquinas, as instalações industriais,
etc..., necessárias à economia de guerra alemã, em assegurar todas
as categorias de trabalhadores necessários para os enviar para a
Alemanha, em reduzir o conjunto da economia polaca ao mínimo
absolutamente indispensável à simples sobrevivência da população,
em fechar todas as instituições culturais, em particular as escolas
e os colégios técnicos, afim de impedir a formação de uma nova
elite polaca. A Polónia será tratada como uma colónia; os polacos
tornar-se-ão os escravos do Grande Reich Alemão.”
Subscrever:
Mensagens (Atom)



