Estes
tanques situados por detrás da fonte da Moita, foram as grandes
máquinas de lavar dos anos 50 e, pelos vistos, ainda há quem
as utilize. Prova-o esta foto tirada hoje, 25 de Março de 2015!
Senti vontade de os ver e recordar aquele tempo. Hoje é um espaço
reduzido e encurralado entre vários edifícios mas, outrora, à sua
volta, existiam areal e canteiros de jardim. Era sobre esses canteiros
que as lavadeiras estendiam as roupas para as secar e corar ao sol. Para
uma criança, o recinto era um espaço enorme e como todos os tanques
estavam sempre ocupados, a algazarra das mulheres era indescritível,
ou, se o quisermos descrever, talvez possamos dizer que não diferia
muito do que é hoje, por exemplo, o mercado da ribeira. Mas, como
era espinhoso aquele trabalho das lavadeiras!... ensaboar a roupa,
batê-la na pedra, torcê-la, enxaguá-la, voltar a torcer! Enquanto
isso, os filhos brincavam num areal que havia ao lado, mas sempre
vigiados. Terminado o trabalho, punham uma rodilha sobre a cabeça e
sobre a rodilha o alguidar de barro cheio de roupa. A filharada
atrás, corria e saltava como passaritos, inconscientes das agruras
da vida de uma mãe!

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