segunda-feira, 13 de julho de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Dinheiro falso
O
dinheiro é todo falso! Basta repararmos no fenómeno das bolsas: Se
os donos do dinheiro ficam contentes quando há sol na Grécia, as
cotações sobem imediatamente desde Nova York até ao Japão; se na
Grécia chove e há alguma tempestade, logo os donos do coiso
entram em pânico e o que ontem valia 1€ hoje vale apenas 050€.
Isto parece querer provar pura e simplesmente que o dinheiro não
vale aquilo que vale!, ou seja, é falso! Ah, e quando dizem que os
mercados são muito sensíveis, querem dizer que são é muito
ladrões!
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Acordo
Como se escreviam algumas
palavras em 1908:
Official,
arithmetica, systema, augmentar, fallada, escripta, signaes, logar,
deante, elles, occupar, collocar, somma, addição, despeza,
parcella, columna, egualar, producto, iguaes, anno, alumnos, sahidos,
pae, fallecer, sciencias, promptidão.
Sendo
assim, haverá tanta razão para protestar o novo acordo?
- Há coisas esquisitas de fato, por isso eu próprio , que sei bem que nada sei, até concordo com quem discorda porque, de facto, às vezes não sei com que fato hei-de vestir certas palavras! Irra, cágado cagado?
terça-feira, 5 de maio de 2015
John Steinbeck
(excerto da obra de John Steinbeck: “
a um deus desconhecido”)
O inverno chegou cedo nesse ano.
Três semanas antes do dia de Graças, as tardes avermelhavam-se nas
serranias do lado do mar e o vento desabrido varria o vale e passava
a noite a cantar nas esquinas da casa, fazendo bater as cortinas das
janelas. Pequenos remoinhos de vento atiravam nuvens de folhas e
poeira pela estrada fora, como soldados em marcha. Os melros
reuniam-se e voavam em grupos para longe e as pombas lamentosas
pousavam nas sebes por algum tempo e depois desapareciam por uma
noite. Todo o dia os bandos de patos e gansos passavam lá em cima a
voar alto, apontados infalivelmente para o sul; e ao escurecer
gritavam cansados, a procurar um brilho de água onde pudessem
repousar durante a noite. A geada tomou posse do Vale de Nossa
Senhora, queimando os salgueiros até ficarem amarelos e os
noveleiros encarnados.
Havia no céu e na terra
preparativos apressados. Os esquilos trabalhavam freneticamente nos
campos, armazenando nos subterrâneos da comunidade dez vezes mais
alimentos do que precisavam, enquanto à boca das tocas, os avós
grisalhos soltavam guinchos agudos e dirigiam a colheita. Os cavalos
e as vacas perdiam a pelagem luzidia que se tornava áspera com o
pelo novo do inverno; os cães faziam covas pouco fundas para
dormirem protegidos contra os ventos rasteiros.
E, apesar da atividade, por todo o
vale pairava uma tristeza como a neblina azul e esfumada sobre as
montanhas. A salva estava preta. Os carvalhos deixavam cair folhas
como a chuva e, apesar disso, continuavam revestidos de folhagem.
Todas as noites o céu ardia sobre o mar e as nuvens acumulavam-se e
estendiam-se, atacando e recuando como a treinar-se para o inverno.
terça-feira, 28 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Histórias resumidas
Uma
fuga da escola, leva meaulnes a cair num lugar fantástico onde
encontra uma linda rapariga por quem se apaixona: Ivone Galais, assim
se chamava. Nesse lugar preparava-se uma boda de casamento do irmão
dessa rapariga com uma outra que com ele havia de chegar ao lugar.
Esse irmão de Ivone chamava-se Frantz. Entretanto, este acabou por
regressar só, porque a rapariga com quem ia casar, Valentina,
desistiu à última hora, não tendo sequer comparecido ao encontro
conforme combinado. Ficaram, portanto, sem efeito , as grandes
celebrações que estavam preparadas e os convidados foram saindo aos
poucos do lugar. Meaulnes, que não tinha sido convidado por ninguém
que havia comido e dormido como um convidado qualquer e, antes que o
denunciassem, aproveitou uma boleia e regressou a casa para
continuar os estudos, levando, contudo, Ivone no coração. Frantz,
arruinado psicologicamente, abandonou também o lugar, sem ao menos
se despedir dos familiares. Pelo que se apurou depois, juntou-se a um
bando de saltimbancos que davam espetáculos em diversos lugares.
Frantz e Meaulnes não se conheciam. Cruzaram-se uma época na mesma
escola e tornaram-se amigos. Frantz sempre com Valentina no
pensamento e Meaulnes ansioso por voltar a encontrar-se com Ivone
Galais. Entretanto, passara-se muito tempo e quando Meaulnes voltou
ao lugar já não encontrou Ivone. Soube que se tinha mudado e que
costumava ir passar férias a Paris. Tendo rumado a Paris, encontrou
a casa onde Ivone costumava habitar mas esta não dava sinais de
vida. Travou conhecimento com uma certa rapariga que deambulava por
Paris e passou a conviver com ela. Depois de várias idas a Paris
acabou por desesperar de encontrar a sua amada e voltou para a sua
localidade. Antes de conhecer Frantz, Meaulnes tinha como seu maior
amigo Francisco Seurel. Foi este que, enquanto Meaulnes andava por
Paris que, através de uns tios, descobriu o paradeiro de Ivone.
Então levou o amigo até ela. Começou para Meaulnes e Ivone um
curto período de felicidade: casaram. Pouco depois, porém, Meaulnes
que, nos contactos com Valentina se tinha apercebido que ela era a
tal noiva que tinha feito do seu amigo Frantz, o jovem mais infeliz
deste mundo, disse a Ivone que tinha de fazer uma viagem, uma viagem
cujo objetivo a ninguém revelou. Eram os remorsos que o levavam por
sentir que era feliz e que um seu amigo era infeliz e estava à beira
do suicídio. Tendo ouvido dizer que o grupo de Frantz caminhava
pelas estradas da Alemanha para aí se encaminhou e demorou demasiado
tempo. Acabou por encontrar Frantz e ir com ele ao encontro de
Valentina em Paris. Os três voltaram com ele para aquele lugar onde
um dia foi parar por casualidade , após uma dolorosa aventura.
Agora, porém, tudo estava diferente: Ivone tinha morrido, depois de
dar à luz uma menina. O pai de Ivone e Frantz também. Só uma filha
de meses o aguardava e o seu velho amigo Seurel. Tudo ia começar de
novo. (Sinopse da obra de Alain-Fournier "o grande meaulnes")
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